[entretendo a coisa toda]
Um «blog» dedicado aos rabiscos e rascunhos de minhas idéia num mundo de pós-tudo.(outro exercício em poesia)
para Elizete,
que queria uma metáfora sobre água…
…nem toda estiagem diz que…
três quintos (3/5) do mundo são cobertos d’água
um sexto (1/6) das gentes não têm água limpa
e há quem diga, que será o dobro dessas gentes (1/3), no ano 2050 D.C.
e, meramente hoje, não há bica em setenta e dois por cento (72%) do Brasil
{ah! traga-me um copo d’água, tenho sede!
ah! essa sede pode me matar!}
água se fosse fruto dava,
dava nas nuvens, nas chuvas,
ela dava até mesmo nos rios e no mar
quem dera água fosse fruto e se pudesse plantar!
bãin de rio, bãin de chuva, de cachoeira
- maínha teu fiim qué bulir n’água
- ‘exá naum, siá Maria, periga resfriá
“como pode o peixe-vivo viver fora d’água fria”
$20.000.000.000,00 pra limpar o Tietê
oxalá, meu deus, ainda haja água de beber
quando não restar mais nenhum tostão
no bolso do inglês, do francês e do alemão
só pra confundir mais, nem toda água é.
tem, pra exemplificar,
a água-marinha que pedra é,
e pra continuar, tem
a água-viva que bicho é,
e tem ainda a água-de-coco que alimento é.
pois é!
a água, só odeia o cão danado, doente de raiva,
a quem se chama de: hidrófobo!
o bicho, pobre coitado!, morre de sede na loucura
de acreditar que a água pode matar,
ora, só morre afogado quem ouve o canto da Iara!
água existe em tudo que é vivo
e até mesmo o beijo, carinho mais doce, vem sempre molhado.